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Como foi o acolhimento? (Acolhimento parte 2)

Ano passado, eu e um grupo de pessoas fomos fazer um acolhimento numa escola que tinha aberto, a Agerson, de todas as turmas a minha foi a única calma, não houve problema nenhum. Esse ano eu tinha basicamente 3 justificativas para participar do acolhimento.

A primeira era porque eu tinha gostado da experiência de tá ali junto com a galera e tals, brincando com os acolhedores etc. Segundo que desde a pandemia, onde eu foquei minhas conversas quase que totalmente no Leudilanio, eu decidi não ficar conversando por muito tempo no dia com uma só pessoa, pois na minha cabeça isso cansa muito, ou seja, queria fazer amizade, mesmo achando que não faria fácil. Terceira é que ano passado tive muitos problemas e da mesma forma que eu entrei dando uma boa imagem de mim, eu gostaria de sair da escola dando uma boa imagem.

Conversei com a diretora e ela disse que eu podia participar do acolhimento com toda certeza se não fosse atrapalhar meus compromissos no IF. Admito que minha mãe ficou meio estressada comigo, porque eu tinha por um momento esquecido que a folga dela é quarta e próxima reunião ficou marcada pra quarta, e nesse dia tinha muita coisa pra resolver, mas acabou que tudo foi bem.

Até que chegou o dia do acolhimento e eu muito ansioso e eu queria ficar com os oitavos e nonos, porque pelo menos em teoria são mais maduros. Quando foi de manhã da sexta, acordei cedo me arrumei e fui pra escola com meu diário, para talvez escrever, e os cadernos que eu ia entrar para a Abigail. Quando cheguei estava a maior bagunça de acolhedor roubando aluno, acolhedor com poucos alunos etc. Por exemplo, a equipe que eu me infiltrei no início só ficaria com 5 pessoas e acabamos nos juntando a outra equipe ficando umas 28 pessoas.

Enfim, juntamos uma galera de cada sala e formamos a equipe azul. Apresentação e tals, depois o Samuel apareceu pedindo pra levar equipe dele pra lá e os meninos concordaram. Apresentação de novo e pah, dinâmica e logo de início uma menina, a Maria, já chamou atenção com seu jeito esporádico e eu com a minha boa experiência de 5 anos de monitor, ou professor como eu prefiro, já sabia o estilo de aluna que ela era e acertei mesmo.

No primeiro intervalo, eu estava no celular falando com uma pessoa, mas depois que acabei ela passou o resto do intervalo comigo e depois fomos para a sala. Depois de passarmos uma dinâmica lá e ela ter terminado já ficamos conversando. Já tinha contado algumas coisas e como ela parecia legal deixei ela ler alguns dos meus textos. O primeiro foi o que eu falo do sonho que eu tive com a Abigail e depois mostrei uns do site que já não lembro mais quais exatamente foram.

No almoço, depois que almoçasse meu plano era ficar na sala deitado, mas acabei não ficando. Depois do almoço estava pensando em ir embora, então minha mãe pediu para que eu fosse ao médico com ela, então saí umas três horas, mas eu queria ver a apresentação dos alunos, mesmo só tendo falado mais com a Maria, sempre que eu estou em uma situação que sou instrutor eu tento me conectar um pouco com cada um. 

Enfim, cheguei em casa antes do acolher acabar, então voltei para ver a apresentação e voltar. No final, compraram pizza para os acolhedores, mas nem fiz questão de comer, eu fui pra lá mesmo porque queria e não por uma recompensa e acho que minhas três justificativas de ter ido foram cumpridas, então já estava satisfeito e principalmente saí de lá com novas experiências e uma nova amiga. 

Se eu voltasse no tempo e falasse " Luca, daqui uns anos você vai fazer tudo pra trabalhar o dia todo por nada, mas vai ficar feliz porque em um dia você conseguiu fazer uma amizade super divertida" certamente eu não acreditaria.

Comentários

  1. Ser monitor me alegra de uma forma estranhamente boa

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